Lula e Flávio intensificam campanha na reta final das eleições

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Por José Pimenta


Foto: Ricardo Stuckert/PR

Brasília – Após um debate marcado por ataques mútuos e poucas propostas na Band, no domingo (18), Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) entram na última semana de campanha com foco na mobilização do eleitorado. Pesquisa BTG Nexus divulgada nesta segunda-feira (19) aponta empate técnico entre os candidatos, em um cenário de voto consolidado e no qual a abstenção pode ser decisiva. A reta final também será marcada pelos segundos turnos para governador em cinco estados e no Distrito Federal, cujos resultados podem influenciar a mobilização local no dia 25.

Flávio aposta em favoritismo e eleitorado da terceira via

Flávio Bolsonaro deve explorar a percepção de favoritismo registrada nas pesquisas da última semana, nas quais 53% a 54% dos entrevistados acreditam em sua vitória. A estratégia também passa pela atração de eleitores da terceira via e pela mobilização do público evangélico e masculino. Nas redes sociais, a campanha deve intensificar a divulgação de cortes do debate da Band. Para o confronto na Globo, a expectativa é de manutenção da postura assertiva, com ataques a Lula principalmente sobre corrupção.

Lula mira mobilização e redução da abstenção

A campanha de Lula deve ampliar os atos de rua e a atuação do chamado “Exército de Lula” nas redes sociais, além de explorar trechos do debate da Band. Uma das prioridades será reduzir a abstenção, especialmente no Nordeste. O presidente também deve reforçar uma agenda positiva, com destaque para o reajuste do Bolsa Família, cujo pagamento começa nesta segunda-feira. No campo jurídico, a campanha deve manter a disputa contra a Meta no TSE.

Segundos turnos estaduais têm cenários distintos

As disputas estaduais estão divididas entre cenários de vantagem consolidada e eleições mais abertas. No Acre, Amazonas, Distrito Federal e Espírito Santo, os líderes aparecem com mais de dez pontos de vantagem, tornando uma reversão menos provável. Já no Rio Grande do Norte e Tocantins, as diferenças são inferiores a cinco pontos percentuais, mantendo as disputas abertas e com maior possibilidade de mudança até a votação.