Flávio Bolsonaro e Lula vão ao segundo turno das eleições 2026

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Por José Pimenta


Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputarão o segundo turno das eleições presidenciais em 25 de outubro. Com 100% das seções totalizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio terminou o primeiro turno na liderança, com 47,03% dos votos válidos (56.104.503 votos), enquanto Lula ficou em segundo, com 45,16% (53.879.538 votos). A diferença entre os dois foi de 2.224.965 votos, ou 1,87 ponto percentual.

Resultado do primeiro turno

Nenhum dos candidatos alcançou mais de 50% dos votos válidos, o que obrigou a realização do segundo turno. Os demais candidatos somaram juntos 7,81% dos votos válidos. Augusto Cury (Avante) ficou em terceiro, com 2,89%, seguido por Renan Santos (Missão), com 2,24%, e Ronaldo Caiado (PSD), com 2,18%. Romeu Zema (Novo) e os demais nomes ficaram abaixo de 0,3%.

Ao todo, foram computados 119.300.788 votos válidos. A abstenção chegou a 21,08% (33.469.244 eleitores), com 1,84% de votos em branco e 2,93% de nulos.

Mapa eleitoral

Flávio Bolsonaro venceu em 14 estados e no Distrito Federal, concentrando apoio no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além de parte do Norte (Acre, Rondônia, Roraima e Tocantins). Lula venceu nos nove estados do Nordeste e em três do Norte (Amazonas, Amapá e Pará). O melhor desempenho proporcional de Lula foi no Piauí (cerca de 71%), enquanto Flávio teve seu pico em Roraima (cerca de 71%).

Governadores

Em 20 estados, a eleição para governador foi definida no primeiro turno. Sete estados vão ao segundo turno: Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e Tocantins. Em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi reeleito com 62,65%. Em Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos) venceu com 55,40%. No Paraná, Sérgio Moro (PL) passou da metade com 50,10%.

Próximos passos

O segundo turno ocorre em 25 de outubro. As campanhas de Flávio e Lula já iniciam a reta final de articulação de apoios e intensificação de agendas. A disputa permanece acirrada, com a menor diferença entre os dois primeiros colocados em um primeiro turno presidencial nas últimas décadas.