Por Érico Haruo

Brasília – A partir deste domingo (16), a campanha eleitoral para as Eleições Gerais de 2026 está oficialmente liberada. Candidatos, partidos e federações podem pedir votos explicitamente, realizar comícios, carreatas, passeatas e panfletagens, além de veicular propaganda na internet e anúncios pagos em jornais.
De acordo com o calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Lei das Eleições, as atividades de rua estão autorizadas entre 8h e 22h até 3 de outubro, véspera do primeiro turno. Os comícios podem ocorrer até meia-noite, com limite até 1º de outubro. A propaganda gratuita no rádio e na televisão começa apenas em 28 de agosto e se estende até 1º de outubro.
O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, quando os eleitores escolherão presidente, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.
Principais presidenciáveis nas ruas
Os candidatos mais bem posicionados nas pesquisas escolheram locais simbólicos para dar a largada:
- Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou a campanha pela reeleição em São Bernardo do Campo (SP), no Estádio da Vila Euclides (ou 1º de Maio), berço de sua trajetória sindical. Em discurso a um público numeroso, Lula pediu engajamento da militância e disse que “a partir de hoje, só vamos dormir direito em 5 de outubro”.
- Flávio Bolsonaro (PL) lançou a campanha na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, acompanhado do vice Alfredo Gaspar. O local, tradicional em atos bolsonaristas, recebeu o senador em trio elétrico.
- Ronaldo Caiado (PSD) começou com carreata em Águas Lindas de Goiás / entorno do Distrito Federal.
- Romeu Zema (Novo) deu início em Montes Claros (MG), com missa e agenda no Norte de Minas.
Outros nomes, como Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante), também realizaram atos em São Paulo e Minas Gerais, respectivamente.
O que muda a partir de agora
Com o fim do período de pré-campanha (encerrado com o prazo de registro de candidaturas no dia 15), passam a ser permitidos pedidos explícitos de voto e a circulação de material de propaganda. As mobilizações devem respeitar distância mínima de 200 metros de sedes de Poderes, tribunais, quartéis, hospitais, escolas e igrejas.
A disputa presidencial concentra atenção nas pesquisas recentes, que mostram Lula à frente de Flávio Bolsonaro, com outros candidatos tentando consolidar espaço como terceira via. A campanha oficial marca o início de 49 dias intensos até o primeiro turno.
