Por Victor Carvalho

Brasília – O governo federal anunciou nesta quarta-feira (22) a terceira etapa do Plano Brasil Soberano, com aporte de R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito para empresas afetadas por tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos, conflitos internacionais e medidas protecionistas globais. A iniciativa, batizada de Brasil Soberano III, amplia o apoio ao agronegócio, fertilizantes e outros setores estratégicos.
O programa foi lançado no Palácio do Planalto e conta com R$ 13,5 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 5 bilhões do BNDES. Os recursos visam fortalecer a competitividade de exportadores e cadeias produtivas impactadas especialmente pelo “tarifaço” americano de 25%, que entrou em vigor hoje.
Ampliação para novos setores
Uma das principais novidades é a inclusão de exportadores do agro (agricultura, pecuária, florestas plantadas, pesca e aquicultura), além de cooperativas e associações ligadas a essas atividades. O setor de mineração e fertilizantes também ganha destaque como estratégico para a balança comercial e a segurança produtiva nacional.
Os financiamentos poderão ser usados para:
– Capital de giro;
– Aquisição de bens de capital e investimentos produtivos;
– Inovação tecnológica e adaptação de processos;
– Prospecção e abertura de novos mercados.
A medida foi viabilizada pela sanção do Projeto de Lei de Conversão nº 7, oriundo da Medida Provisória nº 1.345.
Reações e próximos passos
Empresários do agro e da indústria celebraram a inclusão de novos segmentos, mas alertam para a necessidade de agilidade na liberação dos recursos. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e federações setoriais acompanham a implementação, que deve começar nos próximos dias.
O Brasil Soberano III reforça a estratégia do governo de proteger a economia nacional em meio a tensões comerciais globais, especialmente com os Estados Unidos, e de promover a diversificação de mercados.
