Por Érico Haruo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta terça-feira (30) da LXVII Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, em Assunção. O encontro marcou a abertura oficial das negociações de um Acordo de Parceria Econômica (APE) entre o bloco e o Japão, além de avanços em tratativas com Canadá, Vietnã e Índia.
O Brasil anunciou o aumento de sua contribuição ao Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem). O país se comprometeu a aportar R$ 100 milhões por ano durante uma década no Focem II, destinado a financiar projetos de infraestrutura, saneamento, habitação, energia e inclusão social.
Antes da cúpula, foi realizada a 68ª Reunião do Conselho do Mercado Comum, com a assinatura de acordos de reconhecimento mútuo de documentos de viagem e um protocolo bilateral Brasil-Paraguai para transporte de cargas menores.
Agenda externa ganha impulso
O Japão é considerado parceiro estratégico, com potencial de investimentos em minerais críticos, tecnologias e agronegócio. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) deve abrir consulta pública para receber contribuições do setor privado.
Lula defendeu maior integração do Mercosul no combate ao crime organizado e no fortalecimento da democracia regional. Ele também sinalizou intenção de avançar em negociações semelhantes com a China.
O presidente paraguaio, Santiago Peña, criticou o sistema de cotas do Acordo Provisório de Comércio com a União Europeia, em vigor desde 1º de maio, alegando que não reflete o crescimento econômico do Paraguai.
A cúpula reforça a liderança brasileira no bloco e a estratégia de diversificação de parceiros comerciais, buscando reduzir dependências históricas e ampliar oportunidades em novas cadeias globais de valor.
