Por Luciana Abreu

Brasília – A mais recente pesquisa AtlasIntel, realizada em parceria com a Bloomberg e divulgada nesta terça-feira (19), mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na dianteira das intenções de voto para a eleição presidencial de 2026, tanto no primeiro quanto no segundo turno. O levantamento, realizado entre 13 e 18 de maio com 5.032 respondentes, tem margem de erro de ±1 ponto percentual e foi registrado no TSE (BR-06939/2026).
Esta é a primeira pesquisa nacional de grande porte após o vazamento de áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, figura central no escândalo do Banco Master. O episódio parece ter impactado negativamente o principal nome da oposição.
Primeiro turno: Lula amplo favorito
Em um dos principais cenários estimulados com Lula como candidato:
– Lula (PT): 47%
– Flávio Bolsonaro (PL): 34,3%
– Renan Santos (Missão): 6,9%
– Outros nomes (como Romeu Zema e Ronaldo Caiado) aparecem com percentuais menores.
Lula aparece próximo ou acima dos 45-48% em diferentes configurações testadas, demonstrando consistência mesmo com o cenário fragmentado no campo de centro-direita. Flávio Bolsonaro registrou queda de cerca de cinco pontos em relação a levantamentos anteriores, retornando a patamares de janeiro.
Segundo turno: Lula vence Flávio por sete pontos
No confronto direto mais relevante:
– Lula: 48,9%
– Flávio Bolsonaro: 41,8%
– Brancos/Nulos/Indecisos: cerca de 9,3%
Flávio caiu aproximadamente 6 pontos desde a pesquisa de abril, quando o cenário era de empate técnico. Lula também lidera simulações contra outros nomes da oposição, como Romeu Zema (47,8% x 37,6%) e Ronaldo Caiado (47,5% x 38,5%).
Aprovação do governo e rejeição
A pesquisa revela um Brasil polarizado:
– Aprovação de Lula: 47,4% (desaprovação em 51,3%).
– Avaliação do governo: Positiva/Regular em torno de 48,4%, com negativa em 42,9%. Rejeição alta para ambos os principais nomes: Flávio Bolsonaro aparece como o mais rejeitado (52%), seguido de perto por Lula (50,6%). Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro também registram índices elevados de rejeição.
