Por Paula Silva

Brasília – O Brasil foi retirado do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU) em julho de 2025, conforme anunciado durante a 2ª Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU em Adis Abeba, Etiópia. A conquista, celebrada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marca a segunda vez que o país alcança essa meta, após sair do mapa em 2014. Segundo o relatório de 2025 do Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo (SOFI), a subnutrição no Brasil caiu para menos de 2,5% da população no triênio 2022-2024, abaixo do limite que define insegurança alimentar grave. O resultado reflete a implementação do plano Brasil Sem Fome, que integra mais de 80 ações em 24 ministérios, priorizando a redução da pobreza e o acesso a alimentos saudáveis.
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias (PT), destacou que a saída do Mapa da Fome, inicialmente planejada para 2026, foi alcançada em tempo recorde devido a políticas públicas robustas, como o Bolsa Família, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o fortalecimento da agricultura familiar. Em 2023, a insegurança alimentar grave caiu 85%, reduzindo de 17,2 milhões para 2,5 milhões o número de brasileiros afetados. Apesar do progresso, especialistas alertam que a fome persiste entre grupos vulneráveis, como comunidades indígenas e negras, exigindo políticas contínuas para enfrentar desigualdades estruturais.
A recuperação, após o país voltar para o mapa em 2021, foi impulsionada por medidas como aumento do salário-mínimo, ampliação de programas de transferência de renda e iniciativas de alimentação escolar. O relatório SOFI 2025 também aponta que apenas 23,7% dos brasileiros têm acesso a uma dieta saudável, evidenciando desafios como inflação de alimentos e dependência de exportações agrícolas, que encarecem produtos no mercado interno.
O governo planeja lançar a segunda fase do Brasil Sem Fome, com foco em agricultura agroecológica e inclusão de grupos marginalizados, para garantir a sustentabilidade dos resultados. Lula reiterou seu compromisso de erradicar a fome, destacando a necessidade de incluir os mais pobres nos orçamentos públicos para combater desigualdades de renda, gênero e raça. a pressão política ao seu retorno.
