Anvisa proíbe venda de medicamentos e suplementos irregulares no Brasil

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Por Paula Silva


Créditos: Agência Brasil

Brasília – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso de cinco produtos irregulares no Brasil, incluindo medicamentos e suplementos alimentares. A decisão, publicada no Diário Oficial da União em 18 de julho de 2025, abrange o Xarope da Vovó/Xarope da Vovó Isabel, três produtos da Grupo Nutra Nutri Ltda. (Colágeno + Vitamina C, L-Treonato de Magnésio e Espinheira Santa) e o suplemento alimentar Curcumyn Long (extrato de cúrcuma longa 95%) da Akron Pharma Ltda. As medidas visam proteger a saúde pública devido à ausência de registro, autorização de funcionamento ou conformidade com a legislação sanitária.

O Xarope da Vovó, de fabricante desconhecido, foi suspenso por ser comercializado sem registro, notificação ou cadastro na Anvisa, o que representa risco à saúde dos consumidores. A agência destacou que a falta de informações sobre a origem e composição do produto impede a garantia de sua segurança e eficácia. Todos os lotes do xarope tiveram suas atividades proibidas, com ordem de apreensão e recolhimento em todo o território nacional. A Anvisa reforça que produtos sem registro podem conter substâncias não autorizadas ou ser produzidos em condições inadequadas.

Os produtos Colágeno + Vitamina C, L-Treonato de Magnésio e Espinheira Santa, fabricados pela Grupo Nutra Nutri Ltda., também foram suspensos por irregularidades. A empresa não possui autorização de funcionamento para fabricar medicamentos, um requisito obrigatório, e os produtos carecem de registro ou notificação na Anvisa. O Grupo Nutra Nutri alega que seu nome e CNPJ estão sendo usados indevidamente e informou que seus advogados estão investigando o caso, além de terem contatado a Anvisa para esclarecimentos. O suplemento Curcumyn Long, da Akron Pharma Ltda., foi retirado do mercado após inspeção constatar que o produto não atende às especificações legais quanto à forma de obtenção. A empresa classificou a medida como cautelar, afirmando que está reunindo documentos para comprovar a conformidade do produto e que não há conclusão definitiva sobre riscos à saúde. A Anvisa também proibiu o lote L42158 do insumo farmacêutico Dysport® (Toxina Botulínica A), identificado como falsificado pela fabricante Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda. As ações da Anvisa reforçam a fiscalização rigorosa da Agência para coibir a circulação da produtos que podem comprometer a segurança dos consumidores.