Por Leon Norking

Pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (5) aponta cenário de extremo equilíbrio se houvesse uma disputa de segundo turno nas eleições para presidente entre Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL) – cada um teria 41% das intenções de votos. Como a margem de erro é de dois pontos porcentuais, Lula também apresentou empate técnico nas seguintes simulações de segundo turno:
• Lula (PT) – 41%
• Tarcísio de Freitas (Republicanos) – 40%
• Lula (PT) – 43%
• Michelle Bolsonaro (PL) – 39%
• Lula (PT) – 40%
• Ratinho Júnior (PSD) – 38%
• Lula (PT) – 40%
• Eduardo Leite (PSD) – 36¨
O ex-presidente Jair Bolsonaro não tem condições de disputar as eleições pois tornou-se inelegível pode decisão da Justiça Eleitoral. Mesmo assim, mantém o discurso de que será candidato. Nos bastidores, Bolsonaro tem demonstrado que, caso persista sua inelegibilidade, irá articular apoio para Eduardo Bolsonaro (PL), seu filho, ou para Michelle Bolsonaro (PL), sua esposa. Esse posicionamento de Bolsonaro frustra o desejo de cinco governadores que querem disputar a Presidência: Eduardo Leite (PSD, governador do Rio Grande do Sul; Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná; Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo; Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais; e Ronaldo Caiado (União), governador de Goiás.
Dos cinco, o único que pode disputar a reeleição é Tarcísio de Freitas. Entre aliados próximos que desejam sua reeleição, a leitura é que o governador de São Paulo irá definir até outubro qual cargo irá disputar em 2026. Esse compasso de espera influencia o destino político do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, cotado para se vice de Tarcísio ou até mesmo cabeça de chapa na disputa ao governo de São Paulo.
Essa definição de Tarcísio de Freitas, e consequentemente de Kassab, será peça-chave para saber qual candidato o PSD irá apoiar na disputa à Presidência no próximo ano. O PSD faz parte da base de apoio ao presidente Lula, no entanto, o partido é formado majoritariamente por nomes que se opõem ao governo federal. Casos, por exemplo, dos governadores Eduardo Leite e Ratinho Júnior.
A mesma pesquisa Quaest aponta cansaço da população com relação á polarização. Dos entrevistados, 66% são contra a candidatura de Lula (PT) à reeleição e 65% também consideram que Bolsonaro não deveria disputar o pleito.
Se no caso de Bolsonaro há impossibilidade de candidatura, no lado de Lula a tendência é que o presidente dispute a reeleição, por não haver no horizonte um nome que se mostre forte o suficiente para ser um plano B. Um nome que nunca deixou de ser uma possibilidade é Fernando Haddad (PT), mas hoje o ministro da Fazenda encontra-se com a imagem arranhada diante da falta de articulação política para o anúncio do decreto que elevou alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
