Hugo Motta realiza reuniões com lideranças da Câmara para definir acordos sobre presidências de comissões permanentes
Por Letícia Mendes

Créditos: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
O PL negocia a manutenção da presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados e, por isso, considera abrir mão do comando da Comissão da Saúde, cedendo o colegiado ao União Brasil. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), realiza reuniões com líderes ao longo desta terça-feira (11) para negociar as presidências das comissões permanentes.
Ao longo de 2024 a presidência da CCJ esteve com o PL. A comissão foi presidida pela deputada federal Caroline de Toni (PL/SC). A CCJ é considerada a comissão permanente mais importante por ser o colegiado no qual a maiorias das matérias precisa passar. Ao ter o comando da CCJ, há a possibilidade de barrar ou conceder maior celeridade às matérias.
O Observatório do Poder apurou que, por ora, há o encaminhamento das seguintes comissões:
- Comissão de Saúde (CSAUDE): PL
- Comissão de Relações Exteriores (CREDN): PL
- Comissão de Minas e Energia (CME): PSD
- Comissão de Viação e Transportes: PSD
- Comissão de Educação (CE): PT
- Comissão de Meio Ambiente (CMADS): PT
- Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC): PT
A maior polêmica nas negociações das comissões permanentes é com relação à presidência da Comissão de Relações Exteriores, que é de interesse de Eduardo Bolsonaro (PL/SP). No PT, há o receio de que o deputado federal possa usar o cargo para tecer críticas ao presidente Lula (PT) e a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) às vésperas do julgamento de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
